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Os últimos 8 anos do ecossistema empreendedor nacional

Os últimos 8 anos do ecossistema empreendedor nacional

Mais de metade das startups criadas em Portugal entre os anos de 2007 e 2015 sobreviveram aos três primeiros anos de atividade. A conclusão é partilhada pela Informa D&B, empresa que se dedica à produção de informação sobre o tecido empresarial e desenvolveu o estudo “O Empreendedorismo em Portugal”. O documento mostra que, no intervalo de oito anos referido, foram criadas mais de 300 mil startups, sendo que 67% sobreviveram ao primeiro ano de atividade, 52% ao fim do terceiro ano de exercício e 41% chegaram à idade adulta e ultrapassaram a meta temporal dos cinco anos no mercado.

Concebido com o propósito de perceber a evolução das novas empresas portuguesas no passado recente, o estudo revela algumas mutações no perfil das startups, nomeadamente o maior peso da iniciativa individual e a criação de entidades com menor dimensão, mas maior preponderância na criação de emprego e no volume de exportações. No total, entre 2007 e 2015, foram lançados 309550 novos negócios em Portugal.

Em matéria de intensidade exportadora verificou-se uma evolução positiva. Em 2007, 7,1% das startups assumiam um ADN exportador, enquanto em 2014 este valor fixava-se nos 10,1% e as vendas para o estrangeiro já absorviam 63% do volume de negócios das empresas analisadas. Na análise setorial, os serviços (26,7%) e o retalho (16,1%) continuam a dominar a criação de empresas registando crescimentos anuais iguais ou superiores a 1%. No domínio geográfico, o Norte assumiu-se como a região mais empreendedora no passado recente.

Os primeiros anos são especialmente importantes na vida das startups e por isso o estudo debruçou atenções sobre o comportamento dos novos negócios neste período, sendo que apenas 33% sobrevivem a mais de sete anos no mercado. À superação das dificuldades está inerente o crescimento do volume de negócios. Neste campo, o documento revela que as startups triplicaram a faturação após dois anos de atividade e quintuplicaram este valor no final do sétimo ano de exercício.

Nos últimos 12 meses nasceram 2,2 empresas por cada uma que encerrou. As startups são responsáveis, em média, por 18% do emprego criado anualmente pelas empresas. Esta percentagem ascende aos 46%, quando consideradas as entidades jovens (com menos de cinco anos). Nos planos de atratividade e investimento há dois bons indicadores para Portugal. Entre 2007 e 2015, nasceram 1800 sociedades com controlo estrangeiro de capital e 434 são startups. Em matéria de empresas adquiridas, 20% das operações envolveram negócios com cinco ou menos anos de existência.